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Azulejos Antigos

- A influência do estilo rococó vindo de França vai-se reflectir no gosto
estético do azulejo a meados do século XVIII. Regressa a policromia
(inicialmente amarelo, verde e violeta, mais tarde cenas centrais
monocromáticas a violeta), e os As molduras perdem grande parte da sua massa
volumétrica e assume-se a assimetria em motivos de flores e folhas. As gravuras
de Watteau ditam a temática das cenas
galantes, bucólicas e idílicas que se inserem na perfeição em jardins.
Com o terramoto de 1755 a necessidade
imprevista da reconstrução da cidade de Lisboa vai levar à retoma do azulejo de
padrão, que, como material de baixo custo, vai permitir a aplicação rápida nas
fachadas dos edifícios e ao mesmo tempo elevar o seu efeito estético. Vão-se
observar, pequenos painéis de registo em fachadas, representações de padroeiros
de protecção contra catástrofes naturais, e, em frisos de portas e janelas, já a
introdução da estética neoclássica de carácter mais
racional e quase desprovido de decoração. Este tipo de azulejo fica conhecido
como azulejo pombalino como referência ao Marquês de Pombal, responsável pela
reconstrução da cidade. Uma das fábricas com um importante papel na reconstrução
de Lisboa foi a Fábrica Sant'Anna fundada em 1741. Esta fábrica ainda se
mantém activa produzindo azulejo e faianças através de processos inteiramente
manuais
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