segunda-feira, 16 de março de 2009

Azulejos Antigos







  • A influência do estilo rococó vindo de França vai-se reflectir no gosto
    estético do azulejo a meados do século XVIII. Regressa a policromia
    (inicialmente amarelo, verde e
    violeta, mais tarde cenas centrais
    monocromáticas a violeta), e os As molduras perdem grande parte da sua massa
    volumétrica e assume-se a assimetria em motivos de flores e folhas. As gravuras
    de
    Watteau ditam a temática das cenas
    galantes, bucólicas e idílicas que se inserem na perfeição em jardins.
    Com o
    terramoto de 1755 a necessidade
    imprevista da reconstrução da cidade de Lisboa vai levar à retoma do azulejo de
    padrão, que, como material de baixo custo, vai permitir a aplicação rápida nas
    fachadas dos edifícios e ao mesmo tempo elevar o seu efeito estético. Vão-se
    observar, pequenos painéis de registo em fachadas, representações de padroeiros
    de protecção contra catástrofes naturais, e, em frisos de portas e janelas, já a
    introdução da estética
    neoclássica de carácter mais
    racional e quase desprovido de decoração. Este tipo de azulejo fica conhecido
    como azulejo pombalino como referência ao
    Marquês de Pombal, responsável pela
    reconstrução da cidade. Uma das fábricas com um importante papel na reconstrução
    de Lisboa foi a Fábrica Sant'Anna fundada em 1741. Esta
    fábrica ainda se
    mantém activa produzindo azulejo e faianças através de processos inteiramente
    manuais

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